Essa diminuição de fluxo e de movimento é causada pela ‘hora do rush’, pelos feriados ou por acidentes de trânsito. São Paulo desponta entre as cidades que possuem os piores engarrafamentos. São vistos congestionamentos com mais de 200 quilômetros de extensão. Em 10 de junho de 2009 as filas acumuladas da cidade alcançaram 293 km durante a hora do rush da noite, atingindo o recorde histórico jamais registrado.
Os engarrafamentos atingem ao psicológico do motorista, trazendo, muitas vezes, cansaço e estresse. Mas não só isso. Para toda uma cidade, representa perca de produtividade na economia. As horas perdidas todos os dias nos infinitos engarrafamentos implicam em custos bilionários.

Entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2008, o número de automóveis em São Paulo aumentou em grandes proporções. 768.931 unidades. Contudo, a necessidade de infra-estrutura aumentou de tal forma que os recursos oferecidos não foram capazes de supri-la. O custo que essa situação impõe é espantoso. Eles podem ser classificados em dois tipos: o tempo ocioso das pessoas no trânsito e os gastos pecuniários impostos à sociedade. O tempo ocioso das pessoas no trânsito, o “custo de oportunidade”, implica no valor da hora de trabalho. Em quatro anos, esse custo subiu 11 bilhões de reais, atingindo uma marca assustadora por ano. Quanto ao custo pecuniário, consideram-se os gastos relativos ao consumo de combustível, à poluição e ao aumento do custo do transporte de carga. Tudo isso totalizando, finalmente, mais de 7 bilhões de reais.
Não só em São Paulo, esses dados também vêm afetando muitas metrópoles brasileiras. Porto Alegre está entre uma das cidades do Brasil com maior congestionamento. O que falta realmente é um planejamento adequado de vias, o controle sobre a frota rodoviária e um investimento maior no transporte público. Muitas pessoas saem de casa horas antes de seus compromissos, e preferem ir a pé a ir dirigindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário