Como todos sabemos, a ingestão de bebida alcoólica implica em severos efeitos no organismo humano. De fato, a bebida alcoólica é depressiva, e induz ao sono. Em excessiva, sua atuação repercute negativamente no cérebro e no sistema nervoso central, dificultando movimentos que exigem habilidade e praticamente impossibilitando a coerência no volante. Como condutor de um veículo, o motorista deve saber que, ao dirigir após a ingestão de álcool, estará comprometendo não só a sua vida, mas o que é mais grave – a vida de outras pessoas. Desnecessárias demonstrações de bravura e irresponsabilidades como essa podem acabar em tragédias irreversíveis. A Lei 11.705, conhecida popularmente por Lei Seca, propõe à nossa sociedade uma drástica mudança de hábitos e de costumes. Alterando o Código de Trânsito Brasileiro, o novo regulamento proíbe determinantemente o consumo de álcool antes da direção. As punições para quem desrespeitar a lei serão severas. Além de multa, estimada em R$ 900, o motorista poderá ter sua carteira suspensa por um ano.
O índice alcoólico pode ser verificado através de três testes. O bafômetro e o exame de sangue são os meios mais sensíveis para detectar certa dosagem de álcool no organismo. O exame clínico é menos comum, mas indica sinais de embriaguez como olho vermelho, alegria excessiva e falta de coordenação motora, por exemplo.
Todavia, o condutor do veículo pode se recusar a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue. Ao tentar ser mais rigorosa com os motoristas irresponsáveis, a lei abriu caminho para a impunidade. Um levantamento comprova que cerca de 80 % que não se submeteram a nenhum exame para indicar a dosagem de álcool presente no organismo foram absolvidos pelos juízes.
Segundo a Polícia Rodoviária, a lei seca, em apenas um ano em vigor, já repreendeu mais de 14.000 motoristas embriagados. As internações por acidentes caíram em 23 %, comparadas ao semestre passado. As mortes caíram para um quarto do que antigamente eram.
A lei seca zela, acima de tudo, o bem comum, a segurança de todo o trânsito. Os condutores de veículo também precisam colaborar.
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