quarta-feira, 16 de setembro de 2009

História do Trânsito Brasileiro

Veja a progressão de acontecimentos no trânsito brasileiro.

1854 – Primeira locomotiva a vapor do Brasil, Estrada de Ferro Mauá, ligando Rio de Janeiro a Raiz da Serra, perto de Petrópolis.

1856 – 12 de março, Decreto n.º 1.733 autoriza a primeira concessão de transportes urbanos que se locomovem por meio de animais sobre trilhos de ferro no Rio de Janeiro.

1858 – 9 de fevereiro, segunda estrada de ferro do Brasil, em Pernambuco, Estrada de Ferro D. Pedro II, ligando Pernambuco ao São Francisco, atual Central do Brasil.

1867 – Estrada de Ferro Santos-Jundiaí

1868 – 9 de outubro, inaugurada no Rio de Janeiro a primeira linha de bonde no Brasil, eram puxados por tração animal.

1871 – Estrada de Ferro União Valenciana, na província do Rio de Janeiro.

1874 – Estrada de Ferro Leopoldina, ligando Porto Alegre a São Paulo.

1888 – Patente primeiros pneus para bicicletas, posteriormente desenvolvido para veículos- John Dunlop.

1891 – Henrique Santos Dumont (irmão de Alberto) trouxe de Paris o 1º carro a circular no país, em São Paulo. Peugeot com motor Daimler de patente alemã.

1894 – 12 de maio, inaugurado o primeiro bonde elétrico, na cidade do Rio de Janeiro.

1898 – As bicicletas eram importadas

1900 – Em Petrópolis, Rio de Janeiro, Fernando Guerra Duval, dirige o primeiro carro de motor a explosão, um Decauville de 6 cavalos, movido a benzina.

1903 – Em São Paulo, Francisco Matarazzo, licenciava o primeiro automóvel no Brasil.

1904 – Primeiros veículos da Ford a serem importados.

1917 – I Congresso nacional de Estradas de Rodagem

1919 – Em 24 de Abril, a Ford Motor Company em Detroit (EUA) decide criar subsidiária no Brasil.

1925 – Montagem Linha GM.

1927 – Henry Ford plantou imensos seringais no Pará, para abastecer de borracha suas fábricas, construiu Fordlândia, no Médio Tapajós, em 1934, uma praga arrasou dois milhões de seringueiras. O Sr. Ford insistiu e começou tudo de novo, a 80 quilômetros, construindo Belterra e tudo se repetiu. Fordlândia hoje é uma cidade fantasma e Belterra, com um pequeno número de habitantes, mantém os ares de uma pacata cidade do velho oeste.

1928 – 24 de julho, Decreto n.º 18.323 cria a "Polícia de Estradas" e define as regras de trânsito rodoviário da época.

1930 – Implantações das placas de trânsito no Brasil.

1940 – 250 mil veículos, frota circulante entre importados e montados no Brasil (atualmente a frota é de 30.939.466 veículos).

1941 – 28 de janeiro, Decreto-lei n.º 2.994 institui o primeiro Código Nacional de Trânsito.

1949 – Começou a produção de bicicletas no país, pela Caloi.

1950 – A Volkswagen começa a montar o VW Sedan, o popular "Fusca", com componentes importados da Alemanha.

1952 – 28 de Fevereiro, criado, em Curitiba, o Batalhão de Polícia de Trânsito, com o nome de Serviço de Guarda Sinaleira de Trânsito da Polícia Militar.

1959 – Inaugurada a Fernão Dias (BR-381), ligando São Paulo a Belo Horizonte, estimava um volume de tráfego de 1.500 veículos por dia, atualmente, na região de Mairiporã, em São Paulo, transitam 21.000 veículos ao dia.

1960 – No final de 1960, com a investida das fábricas japonesas no mercado internacional, as motocicletas voltaram a ter destaque no mercado brasileiro.

1967 – 23 de fevereiro, Decreto-lei n.º 237 modifica o Código Nacional de Trânsito e cria o Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, integrante do Ministério da Justiça e Negócios Interiores.

1975 – 11 de novembro, Decreto n.º 76.593, com o objetivo de criar uma fonte alternativa de energia, o governo federal cria o Programa Nacional do Álcool – PROÁLCOOL. Em 1990, com a retirada dos subsídios federais à produção do álcool, o programa recuou e as indústrias reduziram a fabricação de veículos a álcool.

1986 – Criado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente o Programa de Controle de Poluição por Veículos Automotores – PRONCOVE.

1997 – 23 de setembro, Lei n.º 9.503 institui o atual Código de Trânsito Brasileiro.

1999 – O Brasil possui 436 rodovias transitáveis, sendo 150 rodovias federais.

- Rodovias pavimentadas: 164.244 km (9.52%),

- Rodovias não pavimentadas: 1.560.678 km (90.40%).

O ônibus é um veículo que tem como principal função o transporte de passageiros. No Brasil, corresponde a 95% do transporte público coletivo. Por isso, releva-se alguns aspectos que deverão fazer parte de um ônibus, que se seguem:

  • Conforto (condições mínimas)
  • Disponibilidade de assentos
  • Condições de pontos e terminais
  • Segurança
  • Rapidez no tempo de viagem

Uma importante variável que possui grande influência para a definição do sistema público de transporte coletivo é o custo. Os custos se referem à implantação e à manutenção do sistema. Entretanto, se aplicado em áreas com grande densidade populacional, o ônibus é considerado um meio eficaz e econômico de transporte. Mesmo assim, deve-se lembrar dos gastos com:

· A adaptação da pista (pontos, sinalizações horizontais, faixas exclusivas)

· Veículos (tipo, quantitativo, itinerário, tecnologias, manutenção, combustíveis)

· Mão-de-obra qualificada

A mão-de-obra qualificada é de extrema importância, e o motorista deve estar de acordo com as normas de sua empresa, sendo que esta tem a responsabilidade de fiscalizar. Vimos, no início deste ano, um grave acidente de ônibus em Porto Alegre. Segundo uma passageira, o motorista passou mal e perdeu o controle do veículo. Pelo que se averiguou, o condutor do veículo tinha diabetes. Uma irresponsabilidade sem tamanho. Tanto da empresa quanto do motorista. Por causa disso, duas pessoas morreram.

As tarifas cobradas nos ônibus são importantes para manter o sistema em funcionamento, além dos subsídios do Governo. Um fator que conta como crédito para a adoção desse sistema é a maior mobilidade no trânsito.

Apesar disso, o tráfego de ônibus possui seus defeitos. O ruído, vibrações, intrusão visual são alguns deles. A poluição atmosférica, nos ônibus, existe. Mas, comparando-se um ônibus para várias pessoas com um carro para uma apenas, há muita diferença. Por isso é aconselhado utilizar o ônibus.

Violência No Trânsito

O estresse é uma reação do organismo diante de qualquer situação que possa represente perigo ou tensão.Submetido a situações de perigo ao dirigir ou pressionado por fatores pessoais ou profissionais, o motorista pode manter-se quase permanentemente em estado de estresse: surgem sintomas como fadiga, sono irregular, nervosismo, impaciência e até mesmo o aparecimento de doenças e a agressividade. Cada vez mais vemos a prática de violência no trânsito, por razões nem sempre destacadas. A partir de uma discussão conseqüências ainda mais severas podem advir. Em casos, a impaciência e a agressividade é de tal forma que assume um caráter mortal. Muitas vezes, essas brigas acabam em mortes. Portanto, não brigue, não grite, não xingue, não ameace, nem faça gestos impróprios. Não responda a provocações, evite o pior. Veja as recomendações para não “irritar” ninguém, e impedir tragédias:

· Se alguém desejar ultrapassa-lo, facilite a manobra

· Não mude de pista sem sinalizar

· Tenha certeza de que não está fechando ninguém

· Não faça gestos obscenos

· Evite ficar buzinado insistentemente

· Não queira dar uma de esperto na hora de estacionar, não roube a vaga de ninguém e não ocupe o lugar onde caberiam dois veículos

Ajude a reter os índices! Não incentive a violência.

Congestionamentos

O congestionamento, conhecido popularmente por engarrafamento, refere-se a uma condição de trânsito, onde os veículos perdem a mobilidade em vias, onde ficam todos enfileirados.

Essa diminuição de fluxo e de movimento é causada pela ‘hora do rush’, pelos feriados ou por acidentes de trânsito. São Paulo desponta entre as cidades que possuem os piores engarrafamentos. São vistos congestionamentos com mais de 200 quilômetros de extensão. Em 10 de junho de 2009 as filas acumuladas da cidade alcançaram 293 km durante a hora do rush da noite, atingindo o recorde histórico jamais registrado.


Os engarrafamentos atingem ao psicológico do motorista, trazendo, muitas vezes, cansaço e estresse. Mas não só isso. Para toda uma cidade, representa perca de produtividade na economia. As horas perdidas todos os dias nos infinitos engarrafamentos implicam em custos bilionários.


Entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2008, o número de automóveis em São Paulo aumentou em grandes proporções. 768.931 unidades. Contudo, a necessidade de infra-estrutura aumentou de tal forma que os recursos oferecidos não foram capazes de supri-la. O custo que essa situação impõe é espantoso. Eles podem ser classificados em dois tipos: o tempo ocioso das pessoas no trânsito e os gastos pecuniários impostos à sociedade. O tempo ocioso das pessoas no trânsito, o “custo de oportunidade”, implica no valor da hora de trabalho. Em quatro anos, esse custo subiu 11 bilhões de reais, atingindo uma marca assustadora por ano. Quanto ao custo pecuniário, consideram-se os gastos relativos ao consumo de combustível, à poluição e ao aumento do custo do transporte de carga. Tudo isso totalizando, finalmente, mais de 7 bilhões de reais.


Não só em São Paulo, esses dados também vêm afetando muitas metrópoles brasileiras. Porto Alegre está entre uma das cidades do Brasil com maior congestionamento. O que falta realmente é um planejamento adequado de vias, o controle sobre a frota rodoviária e um investimento maior no transporte público. Muitas pessoas saem de casa horas antes de seus compromissos, e preferem ir a pé a ir dirigindo.

PARA DESCONTRAIR...


A circulação de Motos


Dados do Detran mostram que o número de motocicletas no Rio subiu de 83.755, em 2001, para 115.351, este ano. Não só no Rio, mas em todo país, a mesma proporção em que cresce o número de motociclistas, aumenta também a imprudência, o desrespeito às leis de trânsito e, conseqüentemente, o número de acidentes e mortes.


Um estudo do Ministério da Saúde feito em 2008, mostra que, em 16 anos, o número de mortes entre motociclistas aumentou mais de vinte vezes. Em 1990, os casos de acidentes se restringiam a baixos índices. Hoje, nossos indicadores apontam para 7.000 acidentes. As vítimas possuíam principalmente entre 20 e 29 anos e residiam em municípios com menos de 100 mil habitantes nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste.

Realmente, as mortes dos motociclistas estão, agora, em parâmetros inadequados e descomunais. Como fazer para tentarmos diminuir o número de mortes entre eles? Para acharmos a solução, é claro, devemos lembrar que, para adquirirmos uma moto, hoje em dia, é muito fácil. Teria de haver um sistema mais rigoroso de educação no trânsito para motociclistas. Além disso há uma polêmica que se refere a circulação de motos entre veículos. Um projeto de lei quer proibir os motociclistas de trafegar com suas motos no corredor formado entre carros, ônibus e caminhões. Segundo esse projeto, a motocicleta teria de manter uma distância lateral de um metro e meio dos veículos. Afinal, as maneiras para prevenir um acidente de motocicletas são as mesmas para um outro automóvel: respeitar a sinalização e sempre estar atento.

Problemas nas Estradas

Buracos, pavimento ruim, deterioração e falta de sinalização são os principais obstáculos enfrentados pelos motoristas nas estradas do Brasil. Segundo uma estatística, 74 % das rodovias brasileiras apresentam problemas como esses. Concluída no fim de 2007, esta constatação da CNT (Confederação Nacional do Transporte), avaliou cerca de 87 mil quilômetros de rodovias, incluindo todas as federais e os principais trechos sob gestão estadual.

Em termos gerais, as estradas que se apresentam de forma acidentada e irregular encontram-se no Norte e no Nordeste, enquanto as que se apresentam em melhores condições, no Sul e no Sudeste. A diferença ocorre devido ao maior volume de investimentos feito nessas duas últimas regiões.


De todas as vias, apenas 26% foram consideradas boas ou ótimas. Todos esses problemas, em geral, são absolutamente negativos ao nosso país. As rodovias, responsáveis por 60 % dos transportes de pessoas e carga no Brasil, freiam cada vez mais na “precariedade”, o que implica diretamente na “eficiência da movimentação no país”. A situação das estradas encarece o transporte e aumenta o tempo de viagem. Nos veículos de carga, esses custos extras são repassados ao produto e, conseqüentemente, quem paga a conta final somos nós. Mas as conseqüências vão além. Quantos acidentes vemos nos jornais, e muitas vezes, causados pela precariedade das estradas e da sinalização? Quantas mortes? Os prejuízos são incalculáveis.


Nas férias e feriados, milhares de pessoas viajam para pontos turísticos. Praias, serras, casas de familiares, cidades famosas, as pessoas vão para se distrair, para relaxar da cansativa rotina. Mas, enfim, essa época – que era para ser de tranqüilidade – pode até se transformar num caótico passeio, graças às péssimas condições das rodovias. Na BR-101, por exemplo, em alguns trechos, há a presença de muitos desníveis e buracos. A BR-452, que liga Belo Horizonte (MG) ao Triângulo Mineiro, está com o asfalto cheio de rachaduras provocadas pela chuva e pelo excesso de carga dos caminhões. Em Mato Grosso, o desafio é percorrer a BR-070 entre Cuiabá e Cáceres: são 200 quilômetros com muitos buracos. No Maranhão, a BR-135 (que liga o estado ao Piauí) tem o trânsito interrompido nos dias de chuva, entre os municípios de Dom Pedro e Presidente Dutra, por conta de um açude que alaga com facilidade. (Dados da rede Globo, de Dezembro de 2006, há 2 anos atrás).